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Occupy Museums protesta fora dos EUA

Depois de invadir o MoMA e o Lincoln Center aos gritos, o movimento occupy Museums, inspirado nos protestos de ocupação de Wall Street, vai à Bienal de Berlim – mas, a convite.

Está decidido. Na manhã de domingo (dia 3 de junho), os americanos que integram o novimento Occupy Museums, que surgiu em Nova York, em outubro do ano passado, inspirado nos protestos de ocupação de Wall Street, vão tomar todo o andar térreo da 7 Bienal de Berlim, na Alemanha.

Empunhando cartazes com frases de efeito e executando performances de canto e dança — exatamente como fizeram no MoMA quatro vezes, no Lincoln Center, em dezembro e no Museu Americano de História Natural, em novembro —, o grupo pretende chamar a atenção dos visitantes para dois pontos que considera cruciais. O primeiro é que a arte não é nem deve ser um artigo de luxo. O outro é que as obras de arte não são nem devem ser tratadas como ações em bolsas de valores. Elas não se prestam à especulação financeira, dizem.

Além da Bienal, o Occupy Museums realizará outros dez protestos culturais pela cidade alemã.

Em entrevista, quando questionado sobre o fato de os protestos fora dos EUA se tratarem de um convite dos curadores. Fisher, líder do movimento, diz que o tema dessa bienal é o ativismo social, a arte engajada. “Topamos ir a Berlim porque queremos aprender. Ao contrário dos Estados Unidos, onde 85% da cultura é financiada pelo setor privado, a Alemanha tem um governo que apoia a cultura. Ele está por trás da bienal, por exemplo. Queremos entender como isso funciona e, quem sabe, importar o modelo. Mas é claro que ser convidado para protestar em outro país nos coloca numa situação completamente diferente.”

No manifesto que deu origem ao grupo, texto que ocupa lugar de destaque em seu site, lê-se em negrito: “A arte não é artigo de luxo.” Logo abaixo outras constatações que deram corpo ao movimento: “Boa parte dos museus é administrada por e para aquele 1% das pessoas que compõem a elite mundial. O interesse econômico tem ditado a arte. Galerias e museus operam cada vez mais visando ao lucro. Nesse sistema, dinheiro e poder definem o que é e o que não é arte.” E Fischer garante que esse pilar do movimento está intacto e pulsando.

Quando questionado sobre o exemplo brasileiro do Centro de Arte Contemporânea Inhotim, liderado pelo empresário brasileiro Bernardo Paz, Fisher diz que para realidade brasileira Bernardo Paz pode ser visto como um bom exemplo.

Leia mais sobre esse assunto em Globo Online.

Fonte:

Reportagem do O GLOBO
Quarta-feira, 30 de maio de 2012

 

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