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Disciplina:Tópico Especial – Arte e Cidade – EBA/UFRJ

fonte: https://paisagenshibridas.eba.ufrj.br/2024/03/03/topico-especial-arte-e-cidade-eba-ufrj/

Curso de História da Arte – EBA/UFRJ Tópico Especial Arte e Cidade: Arte e política: experiências visuais e a produção de presençaCÓDIGO – 7173/2024-1 Professor: Rubens de Andrade Estágio Docência: Igor Dias (Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Arquitetua – PROARQ Quinta-Feira – Horário: 7h00- 10h00


Nunca houve um monumento da cultura que não fosse também um monumento da barbárie (Walter Benjamin)

O CURSO

O tópico especial Arte e política:  experiências visuais e a produção de presença, oferecido pelo Curso de História da Arte (EBA/UFRJ), visa explorar as relações entre arte, arquitetura, política e sociedade no contexto pós-Segunda Guerra Mundial, com foco nas transformações da cena urbana e suas complexidades socioespaciais. O objetivo é analisar o impacto da arquitetura da paisagem e das artes visuais nos espaços urbanos, considerando as dinâmicas do cotidiano e como essas influenciam a visualidade do ambiente que habitamos.

 Ao longo do curso, serão discutidos os desdobramentos na esfera artística-cultural contemporânea considerando:

(i) os ecos da ditadura no Brasil e em outros países da América Latina;

(ii) análise das influências políticas e sociais no cenário artístico e na formulação da arquitetura da paisagem no território latino-americano considerando os casos mais emblemáticos;

(iii) os episódios relacionados a movimentos artísticos, produção de obras de arte e intervenções na paisagem (arquitetura de museus, memoriais e espaços públicos) que conectam e repercutem mudanças político-espaciais na sociedade;

(iv) Os impactos na paisagem e qual a sua ordem de domínios na cultura visual de nosso tempo.

A proposta da disciplina está baseada numa perspectiva de análise crítica definida a partir de suportes teóricos pautados em obras de referência,  da produção artística do pós-guerra, tais como a materialidade, dos símbolos e signos que se manifestam no desenho da paisagem.

Na  esfera metodológica,  os encaminhamentos do curso serão estruturado através de aulas  expositivas e na promoção de debates sobre o papel da arte na resistência e na representação das histórias politicamente reprimidas e que sofrem processos de apagamento, buscando assim, compreender como a produção artística pode ser uma forma de enfrentar, resistir e contestar estruturas opressivas no contexto o nosso cotidiano urbano. Nos interessa construir um ambiente de troca de experiências e de contribuição de visões distintas sobre as marcas da violência na paisagem cotidiana

Nesse sentido, durante a disciplina, em paralelo com a leitura dos textos, convidamos aos estudantes a participarem ativamente com imagens que façam sentido – segundo suas próprias perspectivas particulares, sobre a violência e a construção da memória como forma de resistência. A contribuição dos estudantes é parte fundamental e possui o mesmo peso das discussões teóricas. O que pretendemos, mais do que a exposição de uma teoria deslocada do real, é fazer pousar nas diferentes realidades em sala, uma discussão capaz de servir como disparador, não como limitador de nossa leitura da paisagem.

CHAVES DE LEITURA DO CURSO

A disciplina está orientada para construção da memória da dor, suas representações na paisagem e seus modos de apreensão por parte da sociedade. Partindo do contexto do pós-segunda guerra, contaremos com a contribuição de teóricos de diferentes áreas do pensamento a fim de estabelecer um ambiente propício para o debate atual sobre violência simbólica, representativa, memória e resistência em períodos de exceção e desumanidade.

Ressaltamos a importância de perceber as camadas sobrepostas no ambiente urbano e suas relações com a história de períodos conflituosos. No recorte da cidade do Rio de Janeiro, onde essa disciplina toma lugar, aprendemos desde muito cedo a lidar com um nível anormal de violência urbana, provocada por vezes pelos poderes paralelos, outras tantas pelas próprias mãos do Estado, a cidade foi reformada e conformada segundo os moldes de uma discrepância de classes, embebida nas mais distintas formas de violência racial, social, de gênero ou religiosa. Num breve panorama, propomos repensar a própria formação da cidade como “centro moderno” e as medidas urbanas importadas das reformas europeias que remontam ao fim do século XIX e que, em certa medida, ainda reverberam hoje sobre a cidade, sobretudo no que diz respeito a reafirmação de linhas de fronteiras sócio-espaciais demarcadas entre centro e periferia, elite e grupos sociais fragilizados.

Das discussões sobre a formação do Rio de Janeiro em particular, importa destacar que podemos extrapolar o pensamento para a própria concepção de uma urbanização moderna em prol de um progresso que em certa medida, revelam entre outras coisas, apagamentos e ideais cuja forma e conteúdo, não consideram as partes e o todo. A urbanização do Rio de Janeiro e outras capitais de destaque no Brasil, por exemplo, foram marcadas por projetos que privilegiavam a elite e a classe média, relegando as camadas mais pobres a condições precárias de moradia e infraestrutura, ou seja, esses processos tinham o componente da exceção e da dor que eram infringidos a esses corpos fragilizados.

O alcance das medidas que se materializaram sobre o tecido urbano, como por exemplo, aquelas relacionadas ao saneamento e embelezamento, traziam em sua essência uma das muitas manifestações de melhoria da vida para a sociedade. Além disso, a forma como esses territórios foram ocupados e transformados ao longo do tempo também revela um apagamento da história e da cultura de povos ameríndios e africanos que contribuíram significativamente para a formação das sociedades latino-americanas.

A valorização de certas narrativas em detrimento de outras, resulta em uma visão parcial e distorcida do passado e do presente. Portanto, é fundamental pensar os processos de urbanização e a visão artística da sociedade latino-americana, levando em consideração a diversidade de atores e perspectivas envolvidas. A promoção de uma cidade mais inclusiva, sustentável e democrática, passa pela valorização da memória coletiva e pela busca por soluções que atendam às necessidades de todos os cidadãos, sem deixar nenhum deles para trás.

Quais formas tomam a dor e sua memória na paisagem? Quais presenças (GUMBRECHT, 2010) e ausências são criadas no contorno urbano pelas políticas de Estado e pelas inúmeras formas de resistência? Partindo desses questionamentos, buscamos explorar as manifestações da violência na paisagem e seus impactos na banalidade da vida cotidiana. O interesse é construir arcos narrativos que extrapolem a ideia de “paisagem pictórica”, mas que incorporem os elementos da cultura representativa, não apenas a material, mas simbólica e imaginativa. Com a contribuição dos alunos, queremos ver o que é percebido pelos traços únicos de cada integrante do curso, em uma produção imagética que não precisa ser pictórica, mas uma imagem no amplo sentido do termo.

Os desdobramentos dessas análises nos guiarão ao problema do “eterno presente” como colocado por Gumbrecht (2015) e a dificuldade de construção de futuros na supervalorização do passado. O que podemos fazer diante desse passado inflacionado (HUYSSEN, 2014) e em constante estado de reconstrução e ressignificação? A agenda propositiva não é nova, mas flerta com a complexidade contemporânea quando precisamos encontrar um caminho para além da rememoração como o fim de si mesma. O que fazemos com a memória criada? Quais são as formas possíveis de transformar memória em ação? Em que dimensão pode a arte impactar no presente para mudar no futuro?

Mais do que responder as inquietações, experimentaremos em conjunto a leitura de uma paisagem existente, mas também a construção conjunta sobre modos de transformação, mesmo que esses meios sigam o caminho do imaginário, do propositivo e da invenção coletiva. Dentro da “marca e da matriz” da paisagem, reconheceremos e criticaremos os chamados “lugares de memória” (NORA, 1993); espaços de construção imperativa de uma memória considerada necessária e digna de ser mantida. Esses lugares participam do jogo político – claro – mas também se relacionam com o entendimento coletivo de lugar e pertencimento. Como podemos lê-los e, principalmente, atuar sobre eles?

Os desdobramentos das intervenções na paisagem coletivamente construída se estabelecem numa ordem plural de ações, como também desliza sob o signo do imponderável. Logo, as ferramentas do conhecimento tais como comparação, interpretação, verificação, descoberta dos fatos entre outros, como nos alerta Peter Burke em sua obra O que é história do conhecimento (2016), aponta para um senso de vigilância epistemológica (BOURDIEU, 2004) que está dissociada da manutenção de uma crítica pouco propositiva e desvinculada da materialidade. Quando se pensa a cidade e paisagem, faz-se obrigatório o cruzamento da disciplina como meio de atuação política. Quer dizer, a forma do olhar também é configurada pelo mesmo processo que formaliza a paisagem. O que buscamos é o transbordamento desta visão unilateral a partir da própria capacidade de criação e de repensar nosso lugar na cidade.

Para além da construção de um passado, é preciso garantir no agora a possibilidade de um futuro mais próximo dos ideais divididos pela coletividade. Bertolt Brecht dizia que toda paz é fundada em um mundo em guerra.  Portanto, não podemos, nem pretendemos, uma solução pacífica. Mas torcemos e estimulamos o conflito, o jogo de forças e a tomada de posição. Agir não pode significar parar de elucubrar o passado, mas não pode, também, ser refém de um pensamento perene e flutuante, incapaz de dialogar com o agora na construção de uma possibilidade-outra, seja ela qual for.

Rubens de Andrade Igor Dias

PROGRAMA DAS SESSÕES DE AULA10253650100 resultados por páginaPesquisar

Sessão de AulaDiaRecorte Temáticos
MARÇO
14Apresentação da disciplina/
Apresentação da disciplina

Proposta pedagógica

Escopo das leituras programadas

Avaliação e proposta de jogos de participação dos estudantes
21Arte-política: aproximações e perspectivas

MAFESSOLI, Michel. A república dos bons sentimentos. São Paulo: Iluminuras, 2009.

LLOSA. Mario Vargas. Sabres e utopias: visões da América Latina. São Paulo: Objetiva, 2009 [O funeral de um tirano (p. 81-94) e A guerra de Canudos (p.127-142)].
28Afetos e sentidos do existir: sobre corpo, política e arte na cidade

SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo, São Paulo: Cosac Naify, 2015.

RIBEIRO, Ana Clara Torres. Dança de sentidos: na busca de alguns gestos In: BRITTO, Fabiana Dultra; JACQUES, Paola Berestein. Corpocidade: debates, ações e articulações. Salvador: EDUFBA, 2010 (p. 24-41).

CARLOS, Ana Fani Alessandri. O poder do corpo no espaço público: o urbano como privação e o direito à cidade In: ALVARES, Lúcia Capanema; BARBOSA, Jorge Luiz. Espaços públicos Urbanos: das políticas planejadas à política cotidiana. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2019 [p. 54-74].
ABRIL
04Sobre Humanidades rompidas e paisagens estanques
DAFLON, Claudete. Meu país é um corpo que dói. Belo Horizonte: Relicário, 2022. (p. 51-78).

JESUS, Carolina M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. (p.129-136).

RIEGL, Alois. O culto moderno dos monumentos: a sua essência e sua origem. São Paulo: Perspectiva. 2014 (p. 65-85).
11Asperezas do mundo I: experiências visuais e seus atravessamentos na estética das vanguardas modernas
SCHAMA, Simon. O poder da arte. São Paulo: Cia das Letras, 2010. [Picasso: a arte moderna se torna política (p. 386-433).

HARRIS, Jonathan, Modernismo e cultura nos Estados Unidos (1930-1960) In: WOOD, Paul; HARRIS, Jonathan; FRANSCINA. Francis; HARRISON. Modernismo em disputa: a arte desde os anos quarenta. São Paulo: Cosac Naify, 1993.
18Na esteira do que sobra, como lidar com o mundo rompido e apagado pelas violências?
COSTA, Luiz C. da. A gravidade da imagem: arte e memória na
contemporaneidade. Rio de Janeiro: Quartet, 2014 (p. 49-74).

RANCIÈRE, Jacques. Figuras da história. São Paulo: Unesp, 2018
(p. 43-p. 51).

DIDI-HUBERMAN, George. Que emoção! Que emoção?. São Paulo: Editora 34. 2016 (p. 9-20).
25Seminário I
MAIO
02O lugar da resistência e as interfaces possíveis no processo de construção do coletivo I
DIDI-HUBERMAN, George. Cascas. São Paulo: Editora 34. 2017(p. 43 – 60).

DIDI-HUBERMAN, George. Quando as imagens tomam posição. Belo Horizonte: UFMG, 2017 (p. 119 – 136).
09O lugar da resistência e as interfaces possíveis no processo de construção do coletivo II
GUMBRECHT, Hans. Produção de presença: o que o sentido não consegue transmitir. Rio de Janeiro: PUC, 2010 (p. 21 – 34).

COSTA, Luiz C. da. A gravidade da imagem: arte e memória na contemporaneidade. Rio de Janeiro: Quartet, 2014 (p. 163 – 182).
16Interdependências sócio-espaciais: espaços públicos como redes de trocas e construção de diálogos e resistência política
BOBBIO, Norberto. Democracia e segredo. São Paulo: Unesp, 2015.

RODRIGUÊS. Carla. Revolta. InRevista Serrote – [Retrato da Rua]. São Paulo. Instituto Moreira Salles, 2013. V. 15 (p. 96-107).

AB´SABER, Talles. Repressão InRevista Serrote – [Retrato da Rua]. São Paulo. Instituto Moreira Salles, 2013. V. 15 (p. 108-117).

DUARTE, Cristovão Feranades. A “reinvenção” da cidade a partir dos espaços populares In: ALVARES, Lúcia Capanema; BARBOSA, Jorge Luiz. Espaços públicos Urbanos: das políticas planejadas à política cotidiana. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2019 [p. 183-198].
23Abordar os usos políticos do passado e o problema da experiência
HUYSSEN, Andreas. Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014. (p.139-152).

BENJAMIN, Walter. Rua de mão única: infância berlinense: 1900. Belo
Horizonte: Autêntica, 2017(p. 69 p.76).

BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Belo Horizonte: Autêntica, 2018 (p. 85- 92).
30Asperezas do mundo II: ecos da dor na construção da arquitetura da paisagem – parques, museus e monumentos in memoriam
ARENDT, Hannah. Homens em tempo sombrios. São Paulo: Cia das Letras, 1994.

LEVI, Primo. Os afogados e os sobreviventes: os delitos, os castigos, as penas, as impunidades. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.

APPADURAI, Arjun. O medo ao pequeno: ensaios sobre a geografia da raiva. São Paulo: Illuminuras, 2009.
JUNHO
06A construção crítica do lugar da mudança do agora e as possíveis políticas da memória
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva,
2016 (p. 28-42).

GUMBRECHT, Hans. Nosso amplo presente: o tempo e a cultura
contemporânea. São Paulo: Unesp, 2015 (p. 93-11).
13Seminário 2

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REFERÊNCIAS

AB´SABER, Talles. Repressão In: Revista Serrote. [Retrato da Rua]. São Paulo. Instituto Moreira Salles, 2013. V. 15 (p. 108-117).

ALVARES, Lúcia Capanema; BARBOSA, Jorge Luiz. Espaços públicos Urbanos: das políticas planejadas à política cotidiana. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2019.

APPADURAI, Arjun. O medo ao pequeno: ensaios sobre a geografia da raiva. São Paulo: Illuminuras, 2009.

ARENDT, Hannah. Homens em tempo sombrios. São Paulo: Cia das Letras, 1994. ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2016.

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de História In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BENJAMIN, Walter. O Anjo da história. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. BENJAMIN, Walter. Rua de mão única: infância berlinense: 1900. Belo Horizonte: Autêntica, 2017; BRITTO, Fabiana Dultra; JACQUES, Paola Berestein.

Corpocidade: debates, ações e articulações. Salvador: EDUFBA, 2010. BOBBIO, Norberto. <em>Democracia e segredo</em>. São Paulo: Unesp, 2015.

DAFLON, Claudete. Meu país é um corpo que dói. Belo Horizonte: Relicário, 2022. DIDI-HUBERMAN, George. Cascas. São Paulo: Editora 34, 2017.

DIDI-HUBERMAN, George. Quando as imagens tomam posição. Belo Horizonte: UFMG, 2017

JESUS, Carolina M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.

GUMBRECHT, Hans Ulrich. Nosso amplo presente: o tempo e a cultura contemporânea. São Paulo: Unesp, 2015.

GUMBRECHT, Hans Ulrich. Produção de presença: o que o sentido não consegue revelar. Rio de Janeiro: PUC Rio, 2010.

HUYSSEN, Andreas. Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Rio de Janeiro: Contraponto: Museu de Arte do Rio, 2014

LLOSA. Mario Vargas. Sabres e utopias: visoes da América Latina. São Paulo: Objetiva, 2009 MAFESSOLI, Michel. A república dos bons sentimentos. São Paulo: Iluminuras, 2009.

NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História. São Paulo: PUC-SP. N° 10, 1993.

SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo, São Paulo: Cosac Naify, 2015.

SCHAMA, Simon. O poder da arte. São Paulo: Cia das Letras, 2010. RANCIÈRE, Jacques. Figuras da História. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

RIEGL, Alois. O culto moderno dos monumentos: a sua essência e sua origem. São Paulo: Perspectiva, 2014; RODRIGUÊS. Carla. Revolta In: Revista Serrote. [Retrato da Rua]. São Paulo. Instituto Moreira Salles, 2013. V. 15

WOOD, Paul; HARRIS, Jonathan; FRANSCINA. Francis; HARRISON. Modernismo em disputa: a arte desde ps anmos quarenta. São Paulo: Cosa Naify, 1994.