Porto Alegre em colapso: enchentes do RS cercam Casa de Cultura Mario Quintana e ameaçam acervo de museus
Fantástico mostra como tragédia climática no estado ameaça a preservação da arte para gerações futuras.
Por Fantástico – 12/05/2024 21h21 Atualizado há 14 horas

As enchentes do maior desastre climático do Rio Grande do Sul chegaram a um dos lugares mais abraçados da capital Porto Alegre: a Casa de Cultura Mario Quintana, antiga sede de hotel, vinha abrigando exposições, livrarias, teatros e cinemas.
O acervo estava em andares anteriores, mas as lojas do térreo ficaram alagadas.
A 400 metros da Casa de Cultura, outro museu gaúcho importante: o MARGS. O museu tinha sido reformado em 2022, com um sistema de controle de temperatura e umidade num patamar internacional.
As obras espalhadas são resultado de um mutirão. O manuseio em geral é complexo e demorado, mas a retirada das peças foi a jato. O resgate começou pelo elevador, mas algumas obras só de escada. As peças pesadas exauriram os voluntários.
Em entrevista ao Fantástico deste domingo (12), o diretor e curador do museu Francisco Dalcor explica como parte das obras de arte foi resgatada durante as enchentes, e como a tragédia climática ameaça a preservação da arte para gerações futuras.
“Diferente de equipamentos, infraestrutura, obras são… é muito difícil de recuperar. […] a cópia não substitui a obra de arte.”
A solidariedade também é institucional. Museus de dentro e fora do Brasil já ofereceram ajuda para a reconstrução.



