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Casa da Cultura de Paraty abre exposição ‘Aquarelar’, de Paulo Gomes

Exposição vai trazer mais de 70 obras, a maior parte delas de  PARATY

4 de julho de 2024, 13:12h – fonte: https://diariodovale.com.br/tempo-real/casa-da-cultura-de-paraty-abre-exposicao-aquarelar-de-paulo-gomes/

Paraty – “Quem  pinta ao ar livre não copia, e sim retrata o que está vendo e sentindo”, diz Paulo Gomes. O artista, mestre do plein air, a arte de  pintar ao ar livre, inaugura sua mais recente exposição na  Casa da Cultura de Paraty, celebrando seis décadas dedicadas à aquarela. Com abertura nesta sexta-feira (5), às 19h, a mostra promete encantar o público com uma seleção de pinturas que capturam a essência das paisagens paratienses, cidade-musa que Gomes escolheu como lar desde 1980.

A exposição vai trazer mais de 70 obras, a maior parte delas de  Paraty, com exceção para algumas paisagens do Rio Antigo. Suas aquarelas revelam uma profunda conexão com os cenários naturais, eternizando momentos com uma paleta que dança entre luz e cor. Em especial, as  pinturas que retratam  Paraty documentam diversas fases da cidade, entre marinhas, igrejas e o casario histórico, renovados sob o olhar de Gomes.

“Eu me sinto paratiense, apesar de ter nascido no Rio. Sou grato a cidade por ter me acolhido. Conheço as famílias tradicionais de Paraty, o respeito que tenho por elas e elas por mim é o que mais vale”, diz o artista.

Trajetória artística

Paulo Gomes nasceu no Rio de Janeiro, em 1950, no bairro da Penha. Decidiu ser  pintor aos 9 anos e, desde os primeiros desenhos e cursos, não mudou de ideia. Aos 18, descobriu a paixão pela aquarela ao cursar a Sociedade Brasileira de Belas Artes, no Rio de Janeiro. “A aquarela é uma arte que me desafia, porque não permite errar ou apagar”, diz ele.

Além de  pintor, Gomes  também é percussionista e vivencia intensamente o verbo “festar”, do dialeto de  Paraty. Sempre ligado à música, conta que, na juventude, dividiu um apartamento com a violonista Rosinha de Valença, e conviveu com grandes nomes da música brasileira como Gal Costa, Maria Bethânia, Leny Andrade e Paulo Moura. “O artista é artista porque tem pensamento, atitude e comportamento de artista. Não é o que ele faz que o torna artista. Tudo o que faço, me proponho a fazer com arte”, diz.

Entre os desafios da aquarela e do desenho técnico, especializou-se em cartografia mineral, traçando mapas do fundo do mar para empresas multinacionais, ao mesmo tempo em que aprimorava suas aquarelas. Em 1974, viajou para  Paraty e se encantou com a atmosfera artística e boêmia da cidade, famosa como reduto de intelectuais e  pintores modernistas como Djanira. Aos poucos, conectou-se com artistas locais, galeristas, e foi acolhido pelas famílias da região. Vendo em  Paraty a oportunidade de viver de sua arte, estabeleceu-se na cidade em 1980.

Aos 74 anos, pai de quatro filhos e avô de oito netos, Paulo Gomes celebra sua jornada artística que, embora envolva outras paisagens e lugares mundo afora, tem Paraty como cenário mais frequente. “Essa exposição é um reconhecimento da minha história com a cidade, que acima de tudo é um lugar onde gosto de estar, afinal, ninguém fica onde não gosta”, diz. Quando não está em alguma esquina com seu cavalete, ele pode ser visto nos bares, tocando com amigos, ou no Atelier da Casa da Árvore, refúgio suspenso que construiu durante a pandemia.

Com entrada gratuita, a mostra estará aberta ao público de 5 de julho a 1º de setembro de 2024.

Serviço:

Exposição Aquarelar – 60 anos da arte de Paulo Gomes
De 5 de julho a 1º de setembro de 2024
Abertura: 5 de julho, sexta-feira, 19h
Entrada gratuita
 Casa da Cultura de Paraty Paraty – Rua Dona Geralda, 194, Centro.