Exposição de Pôsteres

Museus das culturas antigas

Fabrice Corminboeuf
Arquiteto-urbanista, Accademia di Architettura di Mendrisio / Suíça, fab.arq@gmail.com

Este trabalho foi realizado como projeto de diploma para o curso de Arquitetura da faculdade Accademia di Archittetura di Mendrisio (Suíça). O museu das culturas antigas abrigará uma coleção de alta qualidade, más de pequena dimensão. Num total de 4500 obras de arte, a coleção temporária servirá de referência para as futuras exibições permanentes sobre Índia, China, Japão e África. Esta complexa coleção, com inúmeros objetos de culto vistos sob um ponto de vista artístico, tem grande significado étnico e antropológico, como também importância na história da arte. Além do modo otimizado de apresentar renomadas coleções, o museu deverá ser capaz de abrigar periodicamente exposições especiais, de interesse internacional.


Ampliação do Museu Aeroespacial - Musal

Adriana Sansão

Mestre em urbanismo pelo PROURB/UFRJ e formada pela FAU/ UFRJ em 1995, Professora da FAU/UFRJ desde 2004.

Celso Rayol

Formado pela FAU-USU em 1991, trabalha como arquiteto coord. na STA Arq. Professor da PUC-Rio desde 2003, da Escola de Design de Interiores da Univ. Cândido Mendes desde 1997 e de cursos de Apresentação de Projetos, lecionou no IAB/RJ.

Cláudia Miranda

Mestre em desenho urbano pelo PROURB/UFRJ e formada pela FAU-UFRJ em 1991, Professora da PUC-Rio desde 2004 e da Escola de Design de Interiores da Univ. Cândido Mendes desde 1999.

O MUSAL localiza-se no Campo dos Afonsos, zona oeste da cidade e berço da aviação brasileira. A ampliação consiste em dois espaços (Sala Primórdios da Aviação e Espaço Embraer), transição entre acervo e hangares. Trata-se do fechamento do percurso antes da introdução no hangar, com mais de 80 aeronaves. O conceito consiste no reforço do eixo longitudinal com destino no mirante - de onde se observa o hangar - e na criação de áreas de impacto nas extremidades do percurso - acesso à primeira sala e parede de fundo da segunda. O avião antigo destaca o acesso, com cores sugerindo metáfora da aurora boreal. A história da aviação é contada em oito espaços: painéis direcionam o visitante, expositores repetidos criam unidade e ambientações criam espaços realistas. O mirante é o primeiro espaço da Sala Embraer. O ‘outdoor’ que ocupa suas paredes simboliza a Embraer no mundo, e sua história é exposta no desenvolvimento da rampa. A sala de vídeo/cafeteria, em elemento curvo, proporcionam uma pausa, e as vitrines direcionam o público à porta de acesso ao Hangar. Citações à aviação são incorporadas: painéis curvos criando aerodinâmica, pilares que lembram asas, ‘finger’ entre salas, revestimentos metálicos, ângulos agudos e elementos atirantados.


Um museu modernista como um anti-museu -
Centro de Referência e de Pesquisa do Modernismo Brasileiro - CERPEMOB

Ísis de Castro

Arquiteta e arte educadora

Este trabalho propõe a revitalização da Residência Olívio Gomes (1951), obra do arquiteto modernista brasileiro, Rino Levi, através da criação de um museu destinado ao Modernismo Brasileiro e de um Centro Cultural voltado para cursos nas áreas de Arquitetura e Design. Utilizar-se de uma nova visão de museu, um Anti-Museu, no sentido de desfazer a imagem que se criou em torno da palavra “museu”, sempre ligada ao conceito de velho, antigo, distante, inatingível, e, que não seja uma vitrine de objetos intocáveis, fechados em um local insípido, inodoro, incolor, atemporal, é uma das propostas deste trabalho. O Anti-Museu será mobiliado com móveis modernistas reeditados, autênticos em seus projetos. Funcionará como um local de exposição e centro de pesquisa do design modernista. O grande acervo de obras arquitetônicas modernistas faz da região um local muito atraente a pesquisadores, arquitetos e artistas e a Casa Modernista poderá hospedá-los durante o desenvolvimento de suas pesquisas. Incorporando os nítidos rumos do museu contemporâneo, propõe-se também a organização de um Museu Imaginário que se baseia nos conceitos formulados por Malraux, que abole as fronteiras espaciais-temporais e faz com que as artes plásticas escapem a uma circunscrição física. Trata-se de um “museu sem paredes”.


Museus de Paleontologia de Cariri

Ronaldo Fiuza Caminha Barbosa

Arquiteto e urbanista, Universidade de Fortaleza-UNIFOR

O tema do trabalho final de graduação trata de um novo museu de paleontologia para a Bacia Sedimentar do Araripe, no extremo sul do Estado do Ceará. O museu foi implantado em um terreno pertencente a Universidade do Cariri (URCA), localizado no município de Santana do Cariri, por ser um local apropriado para um museu de sítio. Este tipo apresenta uma parte aberta, onde se encontram as escavações, e outra fechada, onde funcionam as salas de exposição. O museu apresenta diferentes setores: salas de exposições; laboratórios para o programa Bacia Escola, setor do curso de pós-graduação de paleontologia, salas de acervo um setor administrativo, alojamentos para estudantes e cientistas, um setor de serviços, e espaços externos de atração do público e da comunidade científica. O museu foi planejado dentro do conceito de que este per si seja um elemento hermenêutico, reunindo idéias que tem por maior finalidade transmitir ao observador a própria temática do projeto, da forma mais didática possível. O desenho do edifício incorporou elementos que se referem implicitamente ao objeto de exposição. As salas de exposição apresentam tratamentos espaciais diferenciados e estão posicionadas em seqüência, para permitir que o visitante compreenda o processo de formação da Bacia.


Revitalização do TACrim e integração ao Corredor Cultural

André Luiz Martins Jorge

Arquiteto, mestrando PROARQ/FAU-UFRJ, almjorge@gmail.com

Sidney Eduardo Affonso

Arquiteto, responsável técnico do projeto, solido@wnetrj.com.br

A revitalização do Edifício do Tacrin faz parte de um contexto maior, o de recuperação do Centro da cidade do Rio de Janeiro e de seus inúmeros patrimônios urbanísticos, que foram abandonados em virtude da modernização urbana. Nesse sentido, o projeto de revitalização do Edifício do Tacrin não visa apenas a uma recomposição museológica, mas a sua integração ao entorno imediato. Atualmente, o Edifício é utilizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro como Tribunal de Alçada Criminal. Seu projeto de revitalização possui as seguintes ações, entre outras: a ampliação do Museu; a implantação da Escola de Magistatura (EMERJ); a restauração do Plenário da Corte de Apelação do Antigo Distrito Federal e do Salão dos Espelhos; a restauração do Salão do Tribunal de Alçada do Estado para eventos, para que este atenda à demanda das universidades de nível de graduação por treinamentos e simulação de julgamentos; e a construção de outras opções de circulações verticais. O projeto busca, sobretudo, implantar o Centro de Memória da Justiça proporcionando novos usos ao espaço existente, partindo dos seus elementos originais. Sendo assim, apresentaremos as modificações propostas nesse projeto de revitalização e analisaremos de que forma tais modificações contribuirão para uma maior integração do Edifício ao “Corredor Cultural”.


Galeria Anita Schwartz, Rio Design Center - Barra da Tijuda, Rio de Janeiro

Mauro Neves Nogueira

Professor FAU/UFRJ

A Galeria é uma arquitetura dentro de uma outra arquitetura, segundo o conceito box inside a box – a idéia de se criar um espaço dentro de um outro. Objetivando a “destruição” da própria caixa criada, as paredes que a conformam foram decompostas em planos, à maneira neoplasticista, resultando nos “planos-suportes” das obras de arte. Para se ocultar os dois shafts de instalação do edifício e evitar-se reentrâncias, inclinaram-se as paredes, segundo um sistema ortogonal diferente daquele do edifício, resultando em dois depósitos altos para o acervo. O espaço da galeria é definido por três paredes autoportantes de tijolos, um teto de gesso e um piso de cimentado cinza claro com juntas de latão denotando o sistema ortogonal. Ele se completa com a fachada “bauhausiana” voltada para o mall – de ferro preto, vidro liso laminado transparente e puxador de latão. A fachada interna é composta por uma das paredes brancas e por uma esquadria quadriculada de ferro preto e vidro fosco que assinala o escritório do mezzanino. O retro compõe-se de duas partes – escritórios e acervos nos dois níveis, construídos em estrutura metálica. Uma escada integra-os.


Vila Novos Novos: a linguagem cênica enquanto exposição museológica

Luciana Palmeira da Silva

Museóloga e historiadora especialista em docência do ensino superior. UFBA- Universidade Federal da Bahia / ABEC - CEPPEV – Centro de Pós- Graduação da Fundação Visconde de Cairu.

Rita de Cássia Oliveira Valle

Museóloga e historiadora especialista em psicopedagogia. Instituição: UFBA- Universidade Federal da Bahia / Faculdades Montenegro – Bahia.

O Vila Novos Novos é um projeto teatral de cunho social desenvolvido a partir da realização de oficinas artístico-educativas integrando teatro, museologia, dança, música e artes plásticas, durante o período de dois meses para 40 crianças e adolescentes. O encerramento envolveu montagem envolvendo exposição, assistência de vídeo, musical e apresentação teatral planejada com base em todo o documento produzido no decorrer das ações desenvolvidas. A musealização desses registros originou o acervo institucional de caráter arquivístico e iconográfico: peça teatral, fotografias, textos, depoimentos, testemunhos e pesquisas sobre questões históricas, sociais, econômicas e culturais. A montagem acontecerá no próprio Teatro Vila Velha, privilegiando o acervo operacional: paisagens, estruturas, objetos, compreendendo não só sua carga documental, como sua capacidade de alimentar as representações.

Exposição:

  • Módulo I Abertura: Memória Ancestral dos 4 Elementos (mostra)
  • Módulo II Água, Terra, Fogo e Ar (mostra)
  • Módulo III Dança e Música dos 4 Elementos (assistência de vídeo)
  • Módulo IV Memórias da Cozinha (vitrine de alimentos e degustação)
  • Módulo V Onde está, tata, bisa, vovô? E eu? (mostra)
  • Módulo VI Vila Novos Novos (musical e apresentação teatral)