A construção de uma expografia para o Museu de Geociências

Lucia Shibata

Formada em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, atualmente cursa o mestrado em Museologia no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da Universidade de São Paulo, no qual pesquisa assuntos referentes a Geociências e Museus, Expografia e Museus e Universidade. E-mail: luciashib@gmail.com

Resumo

O presente artigo descreve uma pesquisa em andamento sobre expografia de museus de geociências, particularmente as condições para produção de exposições sobre temas científicos levando-se em consideração públicos não acadêmicos. O lócus do estudo é o Acervo de Minerais e Rochas do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, conhecido como Museu de Geociências. Este Acervo, criado em 1934 para as aulas práticas de mineralogia, atualmente é visitado principalmente pelo público não acadêmico. Apesar disso, sua expografia mantém as características originais, com terminologia acadêmica e retórica classificatória de geologia. Acreditamos que isso provoque o que Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses descreve como fetichização dos objetos, mistificando-os. Para atrair a sociedade para este museu, esta pesquisa pretende adotar um processo participativo para elaborar uma expografia que também incluirá avaliações preliminar, formativa, somativa e de processo, conforme proposto por Marília Xavier Cury. Esta pesquisa espera discutir sobre metodologia em museus, particularmente em processos expográficos de museus científicos, e aspectos da exposições em termos de comunicação, e problematizar o método de trabalho para a elaboração e montagem de exposições em museus contemporâneos.

Abstract

This article describes a research in progress into the expography of geosciences museums, particularly the conditions for producing exhibitions of scientific themes taking into account non-academic audiences. The locus is the Collection of Minerals and Rocks of the Institute of Geosciences of the University of São Paulo, known as Museum of Geosciences. This Collection, created in 1934 for hands-on mineralogy classes, is currently visited mostly by non-academic audiences. Despite of this fact, its expography keeps its original characteristics, adopting academic terminology and classificatory rhetoric of geology. We believe that it leads to what Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses describes as fetish for objects, mystifying it. To bring the society closer to this museum, this research will adopt a participatory process to design an expography that will also include front-end, formative and summative evaluations, besides process evaluation, as proposed by Marília Xavier Cury. This research expects to contribute to the discussion about methodology in museums, especially in expographic processes of scientific museums, and problematize the working method for exhibition design and organization in contemporary museums.
was more incentive by the government to encourage appropriate area events.   

 

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